A grande diferença entre sinceridade e integridade é a obediência. Enquanto a primeira reconhece suas falhas e erros, a segunda se contorce incomodada por conserto e transformação. A integridade vai além da sinceridade. (pg 18)

 

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Tenho observado que os maiores erros não resultam de ações, mas sim de reações. E basicamente a três circunstâncias: ao pecado, ao sofrimento ou às críticas. Estes três vetores provocam reações que tendem a colocar em xeque a nossa integridade. (pg 20)

 

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Nem todos os caminhos do Senhor são fáceis, mas todos são caminhos de amor. (pg 20)

 

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Observando a cíclica evangélica brasileira podemos perceber processos de coerção social sobre a liderança eclesiástica levando-a a valorizar mais os resultados do que a fidelidade, prestigiando mais os títulos que a intimidade com Deus, pagando mais pela eloqüência do que pela integridade. Estes são processos nocivos que mancham a alma, entristecem a vida e geram modelos equivocados de liderança que, infelizmente, serão seguidos. (Pg 12)

 

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William Hersey Davis, tentando fazer-nos diferenciar entre a ilusão do palco e a realidade da vida, compara caráter e reputação quando nos diz:

As circunstâncias nas quais você vive determinam sua reputação.

A verdade na qual você crê determina o seu caráter.

Reputação é o que pensam a seu respeito.

Caráter é quem você é.

Reputação é a sua fotografia.

Caráter é a sua face.

A reputação fará de você rico ou pobre.

O caráter fará de você feliz ou infeliz.

Reputação é o que os homens dizem a seu respeito no dia do seu funeral.

Caráter é o que os anjos falam de você perante o trono de Deus". (pg 16)

 

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A integridade, bem como outras virtudes cristãs, precisa ser construída. (pg 17)

  

 

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Cantamos um hino em Gana que diz: “... não vivemos para celebrar o sofrimento; nem também para chorar; mas quando ele vier choraremos; ... no sofrimento há Deus; não cremos na dor sem Deus, não cremos na dor sem Deus “. (pg 20)

 

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Se quisermos conhecer a integridade de um homem, devemos observar os detalhes. (pg 21)

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O conceito bíblico de sermos fiéis no pouco para sermos colocados no muito pressupõe grau de dificuldade e detalhamento. O pouco nos prova como também nos expõe. É, portanto, no pouco, nos detalhes da vida, que podemos diagnosticar em nós ou em outros o grau de integridade. (pg 22)

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Como Platão, filósofo grego nos ensinou: você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa. (pg 22)

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Uma das maravilhas de Deus é que ele nos fez com um espírito ensinável. (pg 23)

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Um dos maiores desafios que enfrentamos, desde os nossos primeiros pais, é a tradução de nossos valores espirituais e morais para atitudes espirituais e morais. (pg 23)

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Vivemos em uma sociedade onde o simbolismo é elemento definidor das relações humanas. Assim, valorizamos a comunicação verbal, os discursos, as respostas bem colocadas, o jogo de palavras. Se por um lado isso colabora para desenvolver uma comunicação mais ativa, por outro tem nos levado a esquecer o valor do silêncio. (pg 24)

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Podemos nos lembrar do Pastor Oswald Smith, da Igreja do Povo, em Toronto, no Canadá. Décadas atrás, ele passou a viver sob uma cortina de severas críticas e terríveis ataques levantados por todos os lados (...). Ao fim de um importante encontro de líderes, aquele homem de Deus bradou, como quem define a linha que separa o neófito do maduro, dizendo: “Não combato nem me defendo. Faço a obra de Deus”  (pg 24)

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Quando a Palavra nos ensina que a posição do crente, o seu falar, deve ser “Sim, sim; não, não” (Mt 5.37), o que se advoga não é uma atitude de extremos: ou sim ou não. O assunto aqui é a verdade: dizer sim quando for sim, e não quando for não. (pg 25)

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Quando nos posicionamos ao lado da verdade, normalmente somos chamados a assumir responsabilidades. (pg 26)

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Segundo o escritor francês Fraçois La Rochefoucauld, quase todas as nossas falhas são mais perdoáveis do que os métodos que concebemos para escondê-las. (pg 27)

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O caminho de Deus para a restauração passa pelo quebrantamento. (pg 27)

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Líderes inacessíveis correm o grande risco de seguirem o caminho da soberba e da altivez, sem ter quem os alerte. (pg 28)

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Precisamos compreender que integridade não é uma atitude medida pela ausência de erros, mas pela decisão de não repeti-los. (pg 29)

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Para aprendermos com nossos erros é necessários levá-los a sério. (pg 30)

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A crítica não é apenas uma questão de objetividade, ou de ser direto, como muitas vezes justificamos. A crítica compulsiva é um agente do diabo para a destruição da vida alheia; um desencorajamento que pode marcar uma pessoa pelo resto da vida, além de um mecanismo que faz o coração do crítico adoecer com a amargura. (pg 31)

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Não conheço pessoas críticas felizes. (pg 31)

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O Senhor sonda o nosso coração. Portanto é nossa imagem interna, e não a externa, que precisa de maior cuidado. (pg 31)

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Em dias de ufanismo e triunfalismo, somos levados a procurar sempre o que nos destaca, ou destaca o nosso trabalho. Essse é um grave engano, visto que o Senhor não sonda nossos relatórios, mas o nosso coração (pg 32)

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Um temperamento brando, quieto ou mais vagaroso, pode dar a impressão de domínio próprio e esconder as paixões mais carnais. (pg 32)

 

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Como escreveu C. S. Lewis: “Quando um homem se torna melhor, compreende cada vez mais claramente o mal que ainda existe em si. Quando um homem se torna pior, percebe cada vez menos a sua própria maldade”  (pg 34)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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